Fechando o foco apenas nos jovens com curso superior e, especificamente, nos formados em publicidade, lamentavelmente também há um sério descompasso entre o suprimento e a demanda – exatamente como mostra o anúncio americano, provando que por lá a coisa também anda braba. Há muitas faculdades colocando milhares de jovens num mercado de trabalho que se reduziu ultimamente por questões alheias às agências. E que, pra sobreviver, tiveram que se reformatar e racionalizar custos num quadro que não ajuda os trainees e estagiários: mais do que nunca as agências de hoje, quando abrem oportunidades, precisam de gente praticamente pronta, que entra, senta e começa a produzir. Isso aumenta a responsabilidade da faculdade que não pode apenas aplicar o currículo teórico. Há que se ter prática: agências internas funcionando como num ambiente real simulando, da forma mais realista possível, o que é o exercício real da profissão. A ESPM- Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo, faz isso e dá exemplo de qualidade de ensino pelo gabarito de seus professores, seriedade e modernos recursos didáticos. Tudo isso faz a diferença na hora em que o recém formado tem que enfrentar os olhos críticos dos diretores de criação das agências. De qualquer forma, por mais estreito que seja o funil seletivo, um fato é indiscutível: as agências vão precisar sempre e sempre de novos talentos. Portanto, emprego sempre existirá pro jovem que levou o estudo a sério e está pronto pra mergulhar numa rotina estressante, mas emocionalmente compensadora. As agências têm que respirar oxigênio novo. Como qualquer organismo que pretende se manter vivo, atuante, criativo.