Tipografia
O sistema tipográfico consiste em uma matriz em alto relevo, onde a tinta é distribuída por meio de rolos. A transferência da imagem para o papel é por meio de contato direto, uma vez que a matriz está com a imagem invertida.
O resultado é uma impressão com forte cobertura tonal. Contudo, apresenta alguns inconvenientes: lentidão na impressão e na secagem, além de uma qualidade final baixa do impresso.

Rotogravura
A formação da imagem na Rotogravura é constituída de baixos relevos gravados em um cilindro revestido de cromo. Esses baixos relevos são chamados de alvéolos ou células, na verdade pequenos sulcos onde a tinta é depositada. Este cilindro é imerso num tanque com tinta que apresenta um alto grau de fluidez.

Antes de ocorrer a impressão uma lâmina retira o excesso da tinta, fazendo com que somente a tinta depositada nos alvéolos sejam transferidas para o suporte.. Visto que o tipo de tinta utilizado apresenta um alto grau de fluidez, este sistema permite a impressão sobre suportes plásticos, resultando numa grande aplicação na indústria de embalagem.

Flexografia
Baseado no mesmo sistema da tipografia, este sistema possui a matriz em alto relevo, porém esta é flexível, sob forma de clichês de fotopolímeros gravados num processo foto-químico. Este clichê é fixado num cilindro que, quando em impressão, entra em contato com outro cilindro carregado de tinta. Uma vez entintado o clichê transfere a tinta para o suporte.

Este sistema está se desenvolvendo no mundo, podendo-se encontrar até mesmo jornais impressos em flexografia em alguns lugares. No Brasil, a flexografia possui um forte campo na área de embalagens, fazendo frente à Rotogravura.

Serigrafia
Também conhecido como Silk Screen, este sistema consiste numa tela de tecido muito fino de um material bastante resistente, o suficiente para ser esticada e presa em um quadro com sua tensão máxima. sobre esta tela esta imagem será gravada de uma maneira muito semelhante a da gravação das chapas offset.

A imagem é constituída de contragrafismos, que se constituem em branco que formam a imagem. As áreas de grafismo são vazadas e as áreas de contragrafismo são impermeáveis.

A impressão ocorre da seguinte maneira:
1. A tinta (pastosa) é depositada num canto da tela
2. A tinta é espalhada sobre a imagem, por meio de uma lâmina de borracha, semelhante a um rodo
3. O quadro (onde a tela está presa), é apoiado sobre o suporte – a serigrafia imprime sobre uma ampla gama de suportes
4. A tinta é arrastada com lâmina de borracha sobre a imagem de maneira uniforme
5. O impresso é retirado do plano de impressão e posto para secagem.
Embora pareça rudimentar, a serigrafia desenvolveu-se muito nos últimos anos, sendo automatizada e melhorando-se a qualidade das tintas empregadas.

Comparando-se os sistemas de impressão, temos:
Tipo de impressão Secagem da Tinta Velocidade de impressão Resistência da Matriz à tiragem Qualidade da impressão à cores
Tipografia Direta Lenta Lenta Baixa Baixa
Rotogravura Direta Rápida Rápida Altíssima Boa
Flexografia Direta Rápida Rápida Alta Boa
Serigrafia Direta Lenta Lenta Baixa Baixa
Offset Indireta Rápida Rápida Alta Alta

Offset
O sistema de impressão offset é baseado na repulsão natural entre água e corpos gordurosos, neste caso, a tinta. As áreas de grafismo (imagem) da matriz de impressão é preparada para possuir afinidade com a tinta, ao passo que as áreas de contragrafismo é preparada para receber água e repelir a tinta.

A matriz ou chapa é presa num cilindro porta-chapas que transfere a imagem para o papel por meio de um cilindro revestido de borracha , chamado de caucho ou blanqueta; este por sua vez transfere a imagem para o papel que se encontra apoiado num cilindro de aço denominado contra-pressão. Por esta razão o sistema offset é denominado de impressão indireta.
O sistema de gravação da chapa de impressão offset, também chamado de cópia de chapa é baseado em princípios fotomecânicos. Antes de receber a gravação da imagem, a chapa consiste numa lâmina de alumínio com uma superfície de camada de material fotossensível.

Sobre a chapa será colocado o fotolito, uma lâmina de filme transparente em que a área de grafismo foi gravado pelo processo fotográfico. Sobre esta chapa será dada uma exposição com luz forte, rica em raios ultra violeta.

Depois de ser exposta à luz, a chapa será submetida a um banho de um líquido denominado revelador, cuja função é dissolver a área que foi exposta à luz, permanecendo na chapa somente a área de grafismo

Após revelada, a chapa é lavada e seca sendo depositada uma fina camada de goma arábica a fim de se evitar a oxidação até ser colocada na máquina de impressão.

Uma outra possibilidade para se obter as chapas de impressão, como já mencionado, é utilizar-se do moderno sistema computer to plate (do computador para a chapa).

Tipos de Máquinas Impressoras offset
As impressoras offset são divididas em dois grandes grupos:
• Máquinas rotativas: trabalham com alimentação a bobina, empregadas em editoria de livros, revistas e jornais em virtude de sua facilidade de ser obter cadernos em sua saída.
• Máquinas Planas: também chamadas de máquinas à folha, pois trabalham sobre papel em folhas empacotados de forma plana.

As máquinas planas possuem uma utilização muito mais ampla que as rotativas, ao passo que as impressoras planas tem seu emprego em todo e qualquer tipo de aplicação, desde que o papel seja cortado em pedaços. As variações que pode-se encontrar entre os modelos à folha se restringem ao formato e número de cores que se pode imprimir numa única entrada de papel.

Impressora Offset plana – 2 cores

O número de cores de uma impressora é definido pelo número de grupo impressores que a máquina possui. Já o formato é definido em função das dimensões com que os papéis são produzidos. Existem modelos cujo formato é em função do formato de papel 66x96cm , são conhecidos como máquinas de folha-inteira, já as que trabalham com metade deste formato são chamadas meia folha (48 x 66), há ainda as que trabalham com a quarta parte desse formato (1/4 ou duplo ofício), ou as que trabalham com 1/8 do formato 6×96 que são as formato ofício (pequeno porte).

Existem também as impressoras offset digitais que utilizam a tecnologia Computer-to-Press, anteriormente citada.

Ganho de Ponto
Por décadas, lidar com cores em produção gráfica era um trabalho semelhante ao de pintar cerâmica antes da queima. Nas artes-finais, as cores a serem aplicadas eram indicadas por valores numéricos de CMYK. Os fotolitos com as separação de cores das fotos vinham direto dos scanners (ou do processo fotográfico). Tudo era reunido no filme limpo e a primeira visualização das cores reais do impresso só surgia nas provas de prelo, quando não na própria máquina impressora. Assim como na cerâmica, os artistas gráficos precisavam imaginar como o produto ficaria quando as cores surgissem vivas e brilhantes sobre o papel.

De 10 anos para cá, monitores coloridos de alta definição e as novas impressoras digitais de mesa facilitaram muito esse trabalho. Hoje, é possível criar um impresso em quatro cores e ver imediatamente o resultado final no monitor. Uma prova impressa pode ser conseguida em poucos minutos. Surgem, no entanto, alguns novos desafios. Um deles é fazer com que os resultados no monitor e na prova correspondam ao que vai se obter na impressão final. Sem isso, o produtor corre o risco de ser enganado por seus olhos e aprovar um serviço que na realidade está insatisfatório. Os monitores e as impressoras de mesa são hoje os primeiros dispositivos de prova do nosso fluxo de trabalho. Mas para que funcionem bem, é preciso “caracterizá-los”, os seja, ajustá-los de forma que imitem o comportamento cromático das tintas offset nas impressões industriais.

Uma das características mais importantes de qualquer processo de impressão em larga escala é o chamado “ganho de ponto” (dot gain), um comportamento da tinta impressa que faz com que as cores e imagens tendam a ficar diferentes do previsto. Atualmente os densitômetros medem o ganho de ponto e uma gráfica que se preza sabe e informa seu dot gain (ganho de ponto) aos seus clientes para que esses façam a compensação.

O fenômeno que conhecemos como “ganho de ponto” é o resultado de uma soma de fatores físicos e ópticos que ocorrem quando colocamos tinta sobre papel para formar imagens impressas. Eles fazem com que as tonalidades e cores das tintas apresentem comportamentos diferentes do que seria esperado, em especial nas retículas dos meio-tons. Normalmente, essas cores têm uma tendência ao escurecimento, que pode ser maior ou menor conforme o tipo de papel e processo de impressão. Mas também há casos de “ganho de ponto negativo”, onde as cores clareiam. Felizmente, boa parte desses efeitos pode ser previsto com antecedência, permitindo que façamos uma compensação (ou “contra-correção”) nos arquivos digitais e fotolitos.
A primeira e mais importante causa do ganho de ponto é o aumento na área de cobertura dos pontos da retícula, que ocorre quando se aplica tinta sobre papel. É semelhante ao que ocorre quando deixamos cair um pingo de tinta nanquim ou de caneta num pedaço de papel: a tinta se espalha à medida em que vai sendo absorvida pelas fibras, e a mancha resultante é muito maior que o pingo original. O mesmo fenômeno, em escala reduzida, ocorre em todos os processos de impressão que usam originais reticulados. Em linhas gerais, o ganho de ponto é mais acentuado quanto mais absorvente for o papel e quanto maior for a quantidade de tinta (carga de tinteiro) aplicada pela impressora Papéis revestidos (tipo couchê) costumam apresentar ganho de ponto menor que equivalentes não revestidos. Os maiores ganhos de ponto acontecem em papéis inferiores, do tipo jornal.

No entanto, o ganho de ponto não é uniforme em todas as tonalidades da retícula. Nos tons muito claros, a quantidade de tinta existente nos pequenos pontos é insuficiente para provocar um aumento significativo na área de cobertura Nos tons muito escuros, o crescimento da área de cobertura é significativo, mas percentualmente reduzido em função do maior tamanho do ponto original. Além disso, boa parte da tinta espalha-se sobre áreas já cobertas pelos pontos adjacentes. Por isso, o fenômeno costuma ser mais acentuado nos meio tons (25% a 75%), com pico na faixa entre 50% e 60%. Num gráfico, podemos representar a influência do ganho de ponto sobre os tons da imagem como uma curva “embarrigada” para cima.

Uma das conseqüências desse tipo de comportamento, é que o ganho de ponto não apenas escurece imagens coloridas, mas também pode mudar o tom das cores. Um exemplo: numa cor laranja, feita com 90% de Amarelo e 60% de Magenta, o ganho de ponto será muito mais acentuado na segunda cor que na primeira. Com isso, o tom laranja tenderá a distorcer, ficando mais vermelho quanto maior for o ganho de ponto da impressão.

Outro fator importante, é que o ganho de ponto também varia em função do tipo e da lineatura de retícula empregada nos fotolitos. Normalmente, quanto mais alta é a lineatura (deixando os pontos menores e mais próximos), mais acentuado e difícil de controlar se torna o ganho de ponto. Este é um dos principais problemas que impede o uso mais amplo das retículas do tipo estocástica ou FM: esse tipo de fotolito gera um ganho de ponto elevado e de controle muito difícil, exceto em condições muito boas de impressão.
Por fim, o ganho de ponto também sofre influência do tipo de equipamento usado na impressão. Embora haja exceções, a regra geral diz que quanto mais uma impressora é otimizada para velocidade, menos ela é otimizada para qualidade. Por isso, máquinas de alta produtividade (em geral rotativas, que usam papel em bobinas) produzem ganhos de ponto mais altos que os encontrados nas máquinas mais lentas (normalmente planas, que usam folhas soltas). A tecnologia de impressão também faz diferença: a flexografia apresenta um ganho de ponto muito acentuado, enquanto que na rotogravura o fenômeno é reduzido. O offset normal fica no meio termo, enquanto que o offset sem água (waterless) apresenta um dos menores ganhos de ponto da indústria gráfica.

Uma infinidade de outros fatores têm influência sobre o crescimento da área dos pontos. Dentre eles destacamos o tipo de fotolito (chapas eu fôrmas produzidas com filmes positivos têm ganho de ponto menor que às feitas com filmes negativos, que são normalmente empregadas em jornais), o processo de gravação das chapas, a viscosidade da tinta, o equilíbrio água-tinta na impressão offset e a pressão dos rolos e blanquetas nas máquinas impressoras.

Cor do papel
Um outro tipo de “ganho de ponto”, que não se relaciona com aumento da área dos pontos da retícula. É um ganho de ponto ótico, causado pela influência da tonalidade do branco do papel sobre as cores e tons das imagens. É fácil entender que, aplicada sobre um papel acizentado, uma foto tenderá a ficar mais escura do que se houvesse sido impressa em um suporte mais alvo.

Novamente aqui os papéis do tipo jornal são os grandes prejudicados. Mas deve-se explicar que a cor cinzento-amarelada do papel jornal não decorre apenas da baixa qualidade do produto. Ela é em boa parte intencional, pois ajuda a reduzir o efeito de transparência (comum em papéis de baixa gramatura) e torna mais confortável a leitura sob condições de grande luminosidade (como ao sol, por exemplo).

É interessante notar que esse ganho de ponto óptico também causa distorções no tom das cores. Para compreender o porquê, imagine que o tom do papel jornal é aproximadamente o mesmo de uma cor feita com 10% de Cyan, 8% de Magenta e 12% de Amarelo. Essa “cor de fundo” vai somar-se a todas as cores impressas sobre o papel, num processo de “contaminação”. E a contaminação gera influências estranhas nas cores.
Um verde feito com Ciano 80%, Magenta 4% e Amarelo 100%, por exemplo, passaria a ser visto como Ciano 90%, Magenta 12% e Amarelo l12%. A influência sobre o amarelo chapado é quase nula e sobre o Cyan é relativamente pequena. Mas a quantidade de magenta foi multiplicada por três! Por isso, quando impressas sobre papéis cinzentos as cores tendem não só a escurecer, mas também a ficar menos brilhantes e pouco saturadas.

Ganho de ponto negativo
Há um terceiro tipo de “ganho de ponto que tende a clarear as imagens e, por isso, é conhecido como “ganho de ponto negativo”. Na verdade, existem dois fenômenos independentes que produzem esse ganho negativo em algumas condições de impressão, especialmente quando são utilizados papéis de baixa qualidade.

O primeiro fenômeno acontece nas chamadas “mínimas”, as regiões mais claras das imagens, onde se encontram os menores pontos da retícula. Em papéis de superfície muito áspera e irregular é extremamente difícil fazer com que pequenos pontos de tinta se fixem no impresso. O resultado é que as áreas mais claras tendem a ficar “carecas” ou “furadas”, comprometendo a reprodução de detalhes nas altas luzes da imagem. Em papéis revestidos e com boas condições de impressão, é possível imprimir pontos de 2% a 3% (ou até de 1%, dependendo da lineatura da retícula). Em papéis inferiores e impressoras rápidas, raramente é possível imprimir pontos menores que 5% ou 6%. Devido ao tipo de matriz empregada, essa questão é especialmente crítica na impressão por flexografia.

O segundo fenômeno acontece nas chamadas “máximas”, as regiões mais escuras da imagem, onde as cores estão praticamente chapadas. Nesses pontos, a chamada “densidade de cobertura” da cor depende de quanta tinta a impressão consegue depositar sobre o papel. E aí, ocorrem dois problemas. Nos papéis muito absorventes, boa parte da tinta penetra nas fibras do papel, o que acaba comprometendo a espessura do chamado “filme de cobertura”. Além disso, em máquinas muito velozes os rolos tinteiros têm dificuldade de suprir a quantidade necessária de tinta, em especial no caso de extensas áreas chapadas. Por isso, o “preto total” conseguido mesmo nos jornais mais bem impressos é muito mais claro que o que se consegue numa boa impressão plana em couchê.

Compensação do ganho
A combinação desse conjunto de fatores determina o comportamento geral do ganho de ponto em um determinado impresso. Estudando as variáveis, fazendo testes comparativos e medindo a área dos pontos com ajuda de um densitômetro é possível prever uma “curva de ganho” aproximada para cada combinação possível de papel e impressão. Essa curva é a base para que se aplique, nos arquivos digitais ou nos fotolitos, a chamada “compensação” ou “contra-correção” do ganho de ponto. Com isso, é possível minimizar seus efeitos nocivos, mantendo a luminosidade da imagem dentro dos valores corretos e garantindo que as cores não sofram distorções inaceitáveis.

Basicamente, a compensação de ganho de ponto é feita pelo ajuste dos limites mínimos e máximos das retículas, pelo clareamento dos meio-tons (onde o ganho é mais acentuado) e pelo aumento do brilho e da saturação das cores (compensando as contaminações}. As técnicas não são novidade: os bons operadores de fotolito empregam esse mesmo processo há décadas. No fotolito convencional, a compensação era feita por processos ópticos e fotográficos. Nos computadores, podemos fazê-la digitalmente, de forma manual ou automática.

As primeiras versões dos programas de edição de imagem e editoração eletrônica não ofereciam ajustes que permitissem compensar automaticamente o ganho de ponto dos impressos. Quando o comportamento do ganho de ponto é conhecido, é possível aplicar curvas de correção que minimizam os problemas.

Assim, a única maneira de obter bons resultados era aplicando manualmente curvas de correção que deixavam as imagens claras e desbotadas no monitor, torcendo para que no processo de impressão o escurecimento das tintas trouxesse as cores para níveis mais corretos. Um trabalho impreciso, baseando nos valores numéricos de cada tinta e na intuição do produtor.

Hoje, já é possível fazer com que o computador aplique uma compensação automática, ajustando a maneira como as imagens CMYK são mostradas na tela, desde que as previsões corretas de ganho de ponto e contaminação das tintas que sejam informadas ao sistema. Uma das maneiras de fazê-lo é usando perfis ICC e algum dos diversos kits e softwares de gerenciamento de cores do mercado, uma opção relativamente cara e complicada. Há um método bem mais fácil, acessível e multiplataforma de fazer isso, ao menos nas fotos e imagens dos trabalhos. Basta acertar corretamente o CMYK Setup do Photoshop e tomar alguns cuidados no ajuste manual das imagens.
Trap
A separação de cores através do método CMYK tem algumas características importantes. Em primeiro lugar, por formar as cores através de tintas (CMYK – síntese subtrativa), a quantidade de cores formada é muito inferior ao tota1 que pode ser visualizado e composto através de luzes (RGB – síntese aditiva).

Uma segunda conseqüência da separação de cores é a necessidade do perfeito alinhamento das cores na hora da impressão (registro perfeito). Os problemas de registro (não alinhamento) são muito comuns e comprometem a qualidade do impresso fina1, pois nas áreas onde as cores se encontram pode-se notar uma cor diferente (por exemplo, a cor branca do papel).

Vários fatores contribuem para a falta de registro das cores:

• Distorções no fotolito: ocasionados pelo arrasto da imagesetter, qualidade do filme, temperatura etc;
• Papel: dilatação do papel devido a umidade do ar, temperatura etc;
• Inabilidade do impressor.
Assim, para minimizar o problema é feito o (encaixe) de cores.

Trap é o artificio utilizado para encaixe de cores na impressão, por meio da sobre-posição de tintas. É uma pequena área onde duas cores diferentes se encontram e se sobrepõe.

O trap permite que pequenas variações de registro (alinhamento) ocorram sem que a cor do papel apareça. Já que as cores de impressão são transparentes (offset), o trap irá corresponder a um contorno onde as cores do objeto e do fundo se sobrepõem, resultando em um fio de contorno com a somatória das duas cores.

O valor de trap varia de acordo com o sistema de impressão. Obviamente, a espessura deste “fio” é muito pequena, caso contrário teremos um fio de contorno. Jornais exigem mais trap que revistas, e serigrafia exige valores maiores que jornais.

O Trap é um recurso necessário para a gráfica, mas é considerada uma das tarefas avançadas da editoração pois necessita que o profissional tenha um bom conhecimento de separação de cores e saídas de filme (fotolito). O Trap é um dos recursos finais para a confecção de separações, por isso é uma das últimas tarefas a ser feita – não tente começar sua ilustração pelo trap. Em caso de dúvidas, consulte seu bureau de saída.